A vida nem sempre nos apresenta apenas planícies. Nem sempre o terreno em que estamos pisando é verde e florido. Em alguns momentos, nem sabemos onde estamos pisando, e nem por isso deixamos de caminhar. Em outros, é necessário andar pelo cascalho para encontrar terra firme. E é quando andamos por esses caminhos inadequados, que encontramos as pedras. São os nossos obstáculos, alguns tão dificéis de ultrapassar que nos fazem cair. Quedas essas que, ás vezes, parecem ser impossíveis de haver como se reerguer. Mas a gente vai se adequando daqui e dali pra seguir inteira. O problema é que, muitas dessas quedas, são grandes demais e empoeiram nossos sonhos. Nos deixam com cicatrizes abertas por um longo tempo, cicatrizes que demoram a curar. Comigo não foi diferente. Pelo menos até eu decidir dar meia volta.
Depois de me dar conta de que perseguia alvos errados, peguei, ainda ofegante, os caminhos que tinha deixado para trás, num processo lento e doloroso, mas muito compensador. Comecei a fazer opções que me devolviam aquilo que antes era incogitável. Passei a procurar por terra firme, por caminhos verdes e floridos. Deixei para trás os atalhos e aprendi que os caminhos existem para ser traçados por inteiro, como metas. Quando pegamos um atalho, estamos deixando para trás paisagens que poderiam ser o diferencial da nossa jornada. Estamos deixando para trás opções que nem sequer conhecemos. E o mais importante, estamos deixando para trás o cascalho, as quedas e a aprendizagem que cada caminho da vida nos oferece.

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