sábado, 7 de maio de 2011

Eu cresci

Eu quebrei a cara. E pior, não foi só uma vez. Foram muitas, mais do que eu esperava. Bem mais do que eu podia suportar. Eu me iludi e tempos depois comecei a me pegar chorando no banheiro todas as noites. Noites que me acostumei a passar sozinha,  acompanhada apenas de um silêncio constrangedor e potes de sorvete. Quando finalmente pensei que estivesse curada dessa doença chamada desilusão, eu me iludi e me desiludi em menos de uma semana. Foi quando eu comecei a achar que o problema fosse eu,  afinal, seria impossível encontrar alguém com quem eu não precisasse me preocupar se iria me telefonar no dia seguinte?  Parecia, pelo menos pra mim. Não que eu não acreditasse no meu potencial, estava convencida de quem eu era e de quem eu poderia conquistar. Mas ao meu redor via milhares de outras pessoas não tão interessantes se encontrando, e parecia que só eu havia ficado para trás. Foi nessa onda de ilusões seguidas de choros interminavéis no banheiro que eu decidi que já passara da hora de dar um basta. Eu não precisava de ninguém que não precisasse de mim. E foi nesse momento que eu percebi que ainda teria do que me orgulhar. Um dia iria olhar pra trás e dizer: apesar de tudo, eu cresci.

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