Eu choro, grito, brigo, faço drama e digo que te odeio. Só pra não assumir que eu posso odiar todo o resto, menos tu. Só pra não assumir o efeito que tu tem sobre mim. Afinal, quem no mundo muda meu humor a hora que quiser? Só tu. E pelo jeito também entra e sai da minha vida a hora que quiser, sem nem dar explicação. Bagunça tudo e some, como se nada tivesse acontecido. Depois volta. Sempre volta. Cada vez mais especial.
E eu, boba, te espero. Planejo te dizer pra sumir da minha vida e me esquecer, porque eu vou fazer o mesmo. Mas aí falta coragem e sobra medo. Medo de acreditar que isso é a gente, bem desse jeito, não de outro. Mas se eu não disser nada, não vai ser verdade. Acho que aprendi. Tu também. E assim a gente se entende. E sempre fica pra próxima vez, pra nunca ter fim. Não sou eu quem repete essa história, é a história que adora uma repetição.

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