domingo, 10 de julho de 2011

Destino

Não sei como a gente se afastou tanto assim. Ainda posso ouvir sua voz me chamando de amor e a sua risada ecoando pela cozinha. Parece que foi ontem que você abriu as janelas e gritou para quem quisesse ouvir que eu era o amor da sua vida e que passaria todos os dias do resto da sua vida ao meu lado. As coisas mudaram, pelo menos para você. Eu parei no tempo. Congelei os bons momentos. Até mesmo os ruins. Guardei-os no esconderijo mais seguro que encontrei, apenas uma forma de defesa contra à solidão que insiste em me abater desde quando você se foi. Se foi. Sem motivos. Parece que isso é o tão famoso destino, mesmo que eu não acredite nessas coisas. Pelo jeito, a vida acredita.

Nenhum comentário:

Postar um comentário